Conheça a história da Capela de Santo Onofre em Itapiúna

 

Há 87 anos nossos AVÔS que com muitas lágrimas e sofrimentos deixaram suas terras em Canindé, e aqui chegaram de viagem pelo sertão, em busca de uma terra melhor para viver. Viajaram em burros e cavalos, mas traziam dentro de si a esperança de encontrar uma vida melhor. Com grande tristeza partiram de Canindé deixando lá, pais, irmãos, parentes, filhos e amigos e toda sua gente. Instalaram-se nesta propriedade, que nossa bisavó FRANCISCA AMELINA PEREIRA LIMA CORDEIRO trocou com seu irmão pela propriedade de Canindé. Chamaram a propriedade de FAZENDA SANTO ONOFRE.                          

Tinham feito uma promessa de construir uma capela para Santa Terezinha e com este objetivo mobilizaram todas as pessoas que residiam na propriedade e nas vizinhanças, fizeram rifas e angariaram dinheiro. Na época a fazenda fazia parte do município de Capistrano de Abreu e as doações foram entregues ao pároco de Capistrano. Infelizmente Dona Amelina faleceu e a maior parte da família foi residir em Fortaleza. Destas doações apenas a imagem de Santa Terezinha foi comprada e graças a Dona Margarida que cuidou ela está na igreja hoje.

Na década de 1970 um neto de dona Amelina filho de seu filho mais novo Paulo Cordeiro foi sagrado Bispo de Tianguá (04 de julho de 1971). Francisco Nemésio Pereira Cordeiro ingressou no Seminário Seráfico de Messejana aos 10 anos de idade. Fez sua primeira profissão em 19 de janeiro de 1947. Em Parnaíba,(PI), cursou Filosofia e Teologia, sendo  ordenado presbítero em 15 de março de 1953, no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Foi professor e Diretor do Seminário Seráfico de Messejana e assistente da Custódia (1970).

Nomeado bispo da recém criada Diocese de Tianguá em 22 de agosto de 1971, por Dom Valfrido, na época bispo de Sobral[2], foi sagrado no Santuário de São Francisco das Chagas de Canindé. O lema do seu episcopado era: “Ecce adsum” – Eis-me aqui, que bem revela sua disposição e convicção de querer servir à Igreja de Jesus Cristo. Depois de 19 anos de estruturação e formação da diocese, Dom Timóteo OFMCap (1971 – 1990) faleceu em 20 de março de 1990, no dia em que ia completar 62 anos.

Após a morte de seu irmão Francisco Juarez Cordeiro (30 janeiro de 1980) que era então proprietário da Fazenda Santo Onofre, pois comprara várias partes dos herdeiros de Dona Amelina, D. Timóteo pediu a sua cunhada viúva MARIA EVANGELINA MOREIRA CORDEIRO que cumprisse com a promessa da família de construir a capela. Evangelina pediu a ajuda dos filhos e da comunidade e abraçou a causa.

Seu filho Paulo Cordeiro neto era então sócio proprietário de uma agência de viagens a qual possuía muitos clientes católicos e que aceitaram participar da missão de construir a igreja na fazenda, já que todos os anos por ocasião do aniversário de Paulo Neto no dia 30 de abril o grupo sempre realizava uma excursão e uma festa na propriedade. Então foram realizados jantares, rifas, excursões, viagens para angariar fundos para construir a igreja.

Dona Evangelina doou um terreno a paróquia e com o incentivo do Padre Eudásio então pároco de Itapiúna e a participação das pessoas residentes no então já distrito de Santo Onofre iniciou a escavação dos alicerces da igreja.

Dona Evangelina contratou o mestre Senhor Nascimento para liderar a construção. Seu Nascimento residia na comunidade dos Cajuais.

Seu Nascimento e D. Evangelina já com a capela quase construída.

Finalmente, foi escolhido o dia 30 de abril de 1994 para a inauguração da igreja. Comemorava-se novamente o aniversário de Paulo Neto e todos os amigos e familiares que participaram e colaboraram poderiam estar presentes.

Escolha do Nome da Igreja

Padre Eudásio reuniu a comunidade e perguntou a que padroeiro (a) ela desejava dedicar a igreja SANTA TEREZINHA ou a SANTO ONOFRE. A grande maioria escolheu SANTO ONOFRE.

Tínhamos então a imagem de Santa Terezinha que foi levada a Fortaleza para um trabalho de restauração. Mas a imagem de Santo Onofre que foi encontrada no comércio era muito pequena. D. Evangelina pediu ao primo de seu marido PETRONIO CORDEIRO que residia em Canindé para mandar fazer pelos santeiros uma imagem de Santo Onofre com um tamanho maior. Então Petrônio doou a imagem que hoje temos na igreja. É esculpida em madeira e tem aproximadamente 1 metro e 20 centímetros de altura.

O SACRÁRIO foi doado pela irmã de D. Timóteo que residia em São Paulo, Leoniza Maria Cordeiro Soares e seu esposo Manoel Soares.

O altar e o piso de mármore foram doados por um filho da comunidade de Santo Onofre, Sr. Francisco Pereira Martins em nome de seu pai Miguelzinho.

A Primeira Missa e Inauguração

O bispo da diocese de Quixadá Dom Adélio José Tomasin posteriormente em maio de 1994 sagrou a nova igreja com uma linda missa.

Atualmente, todos os grandes eventos e reuniões da comunidade e da família são comemorados na igreja de Santo Onofre.

Fotos e informações: Doutora Vania Cordeiro de Matos






















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